Empreendedorismo
Sex shops adotam estratégias para deixar clientes mais à vontade
Para amenizar as repressões que envolvem a questão sexual, lojistas vendem produtos eróticos com discrição e naturalidade.
O mercado de sex shop tem crescido cerca de 10% ao ano, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual, e muito se deve às estratégias adotadas pelos lojistas para deixarem os clientes mais à vontade. Uma das táticas é comercializar e expor na vitrine lingeries e biquínis, com o objetivo de “camuflar” a venda dos artigos eróticos. Desta maneira, quem vê o cliente entrando na loja não sabe ao certo o que pretende comprar. O sócio-proprietário da Delírio sex shop, Sidnei Aguiar, com três lojas em Florianópolis (SC), confirma o receio dos visitantes. Ele revela que as pessoas ficam desconfiadas de entrar na loja porque podem ser identificadas. "Mas depois que o cliente entra, tentamos fazer o possível para ele ficar à vontade", afirma. Sidnei conta que quando começou a atuar nesse ramo, há oito anos, atendia clientes que chegavam a suar de tão nervosos que ficavam ao entrar no sex shop. "Quando somos perguntados sobre algum produto é muito importante explicar com naturalidade", conta. Aguiar diz que as mulheres, dos 18 aos 65 anos, integram o maior público consumidor de sua loja. "Elas costumam procurar por lingeries e após um período de permanência, perguntamos se querem conhecer os produtos do sex shop". Segundo ele, as mulheres ficam receosas de serem atendidas por homens, mas mesmo assim ele e seu sócio realizam o atendimento. "Tentamos deixá-las bem tranqüilas, como se tivessem comprando qualquer peça de roupa", enfatiza. As mulheres também costumam visitar o sex shop acompanhadas de amigas para se sentirem mais seguras, observa Aguiar. Na visão de Neide Veronese, proprietária da Fetiche desde 1999, um sex shop não precisa ter estratégias para atrair o cliente. "Se o consumidor já conhece e freqüenta um sex shop, já sabe o que quer. E para aquele que nunca entrou na loja, vamos apresentar os produtos com a maior naturalidade", argumenta. Em relação ao fato das pessoas sentirem vergonha, Neide afirma que essa atitude não demonstra preconceito e sim falta de informação. "Apesar disso, faz nove anos que estamos no mesmo endereço e todos os dias recebemos novos clientes", ressalta. Neide destaca que toda a semana a vitrine da sua loja está diferente. "Tem semanas que está mais romântica e em outras as peças expostas são todas de cor preta. Além disso, buscamos ofertar diversidade de produtos com alta qualidade e bom atendimento", conta. Lingeries, fantasias e camisinhas são os principais produtos expostos e duas vezes por ano a loja apresenta uma vitrine viva com um casal vestido com lingeries e fantasias, tomando champanhe e interagindo com as pessoas que passam na rua. "Fazemos a vitrine viva no Dia dos Namorados e na data de aniversário da loja", conta Neide. A proprietária da Fetiche comenta que a loja atende um público mais adulto, com idade acima de 30 anos, que, segundo ela, costuma gastar bastante. Jovens a partir de 18 anos também procuram a loja em busca de lingeries, fantasias, cremes especiais e camisinhas. “As pessoas que procuram um sex shop têm interesse em melhorar a sua sexualidade. E é somente isso", conclui.
(por Raquel Rezende)
Para amenizar as repressões que envolvem a questão sexual, lojistas vendem produtos eróticos com discrição e naturalidade. O mercado de sex shop tem crescido cerca de 10% ao ano, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual, e muito se deve às estratégias adotadas pelos lojistas para deixarem os clientes mais à vontade. Uma das táticas é comercializar e expor na vitrine lingeries e biquínis, com o objetivo de “camuflar” a venda dos artigos eróticos. Desta maneira, quem vê o cliente entrando na loja não sabe ao certo o que pretende comprar. O sócio-proprietário da Delírio sex shop, Sidnei Aguiar, com três lojas em Florianópolis (SC), confirma o receio dos visitantes. Ele revela que as pessoas ficam desconfiadas de entrar na loja porque podem ser identificadas. "Mas depois que o cliente entra, tentamos fazer o possível para ele ficar à vontade", afirma. Sidnei conta que quando começou a atuar nesse ramo, há oito anos, atendia clientes que chegavam a suar de tão nervosos que ficavam ao entrar no sex shop. "Quando somos perguntados sobre algum produto é muito importante explicar com naturalidade", conta. Aguiar diz que as mulheres, dos 18 aos 65 anos, integram o maior público consumidor de sua loja. "Elas costumam procurar por lingeries e após um período de permanência, perguntamos se querem conhecer os produtos do sex shop". Segundo ele, as mulheres ficam receosas de serem atendidas por homens, mas mesmo assim ele e seu sócio realizam o atendimento. "Tentamos deixá-las bem tranqüilas, como se tivessem comprando qualquer peça de roupa", enfatiza. As mulheres também costumam visitar o sex shop acompanhadas de amigas para se sentirem mais seguras, observa Aguiar. Na visão de Neide Veronese, proprietária da Fetiche desde 1999, um sex shop não precisa ter estratégias para atrair o cliente. "Se o consumidor já conhece e freqüenta um sex shop, já sabe o que quer. E para aquele que nunca entrou na loja, vamos apresentar os produtos com a maior naturalidade", argumenta. Em relação ao fato das pessoas sentirem vergonha, Neide afirma que essa atitude não demonstra preconceito e sim falta de informação. "Apesar disso, faz nove anos que estamos no mesmo endereço e todos os dias recebemos novos clientes", ressalta. Neide destaca que toda a semana a vitrine da sua loja está diferente. "Tem semanas que está mais romântica e em outras as peças expostas são todas de cor preta. Além disso, buscamos ofertar diversidade de produtos com alta qualidade e bom atendimento", conta. Lingeries, fantasias e camisinhas são os principais produtos expostos e duas vezes por ano a loja apresenta uma vitrine viva com um casal vestido com lingeries e fantasias, tomando champanhe e interagindo com as pessoas que passam na rua. "Fazemos a vitrine viva no Dia dos Namorados e na data de aniversário da loja", conta Neide. A proprietária da Fetiche comenta que a loja atende um público mais adulto, com idade acima de 30 anos, que, segundo ela, costuma gastar bastante. Jovens a partir de 18 anos também procuram a loja em busca de lingeries, fantasias, cremes especiais e camisinhas. “As pessoas que procuram um sex shop têm interesse em melhorar a sua sexualidade. E é somente isso", conclui.
(por Raquel Rezende)
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