comportamento
A Flexibilidade que leva ao Sucesso
Você é uma pessoa flexível? Costuma enxergar colorido o tempo todo ou só vê em preto e branco? Você quer sempre convencer os outros a fazer o que você quer? Boa parte dos vendedores sabe que é muito difícil persuadir alguém a fazer algo indesejável. Mas, quase sempre, eles insistem em agir exatamente dessa maneira. Muitos querem vender o que lhes convém e não o que os clientes desejam.Se fosse só isso, já seria grave o suficiente para dificultar a vida de quem busca o sucesso. Porém, o pior é que há uma tendência desse tipo de trabalhador achar que tudo tem que acontecer segundo o seu jeito de pensar. Não raro, identifico em meus treinamentos, vendedores que não acreditam em nenhuma técnica de vendas que seja divergente das suas. Daí, para tudo o que você diz ele tem um argumento na ponta da língua para contrariar. E o que é pior: alegações empíricas e, em alguns casos, desprovido de qualquer tipo de lógica. Como vendem o suficiente para sobreviver acham que estão sempre certos, como se as suas afirmações fossem verdades absolutas.
Outro problema, não menos grave, é constatar que essas pessoas, a cada dia mais, se isolam em suas amizades. Pois, acabam se tornando verdadeiros chatos, inconvenientes e insuportáveis. Porém, é verdade que em alguns momentos precisamos de outras pessoas para conversar e oxigenar as nossas idéias. Ocorre que os chatos que se recusam a enxergar colorido acabam tendo os mesmos amigos de sempre e falam sobre as mesmas disciplinas, fechando-se em seus casulos com tendência de achar errado todos que pensam diferente dele.
Funcionam como se fosse uma agulha de toca-disco presa no sulco arranhado em um velho disco de vinil. Como resolvemos o problema quando isso ocorre? Damos uma cutucada na agulha ou a tiramos e colocamos em outro lugar, não é mesmo?
Até porque, pessoas que agem assim dificilmente conseguem mudar voluntariamente. Não raro as suas vendas começam a minguar e eles trocam de emprego como se troca de camisa. Dai, destroem o relacionamento familiar, as amizades e, também, a carreira profissional. Quando algo assim ocorre, o jeito parece ser tratamento de choque. Nesse sentido, Anthony Robbins, em seu esplêndido livro Poder Sem Limites, relata uma interessante passagem a qual vou pedir licença aqui para reproduzir.
O autor relata a experiência de um profissional da área de terapia que um dia resolveu visitar uma instituição para doentes mentais e lá encontrou um paciente que se recusava a mudar a sua forma de pensar, insistindo ser Jesus Cristo em carne e osso. Foi então que o visitante lhe perguntou: você é Jesus? “Sim, meu filho” respondeu o homem. O visitante então lhe disse: “voltarei em um minuto”, retirando-se em seguida. Claro que o paciente ficou um pouco confuso. Alguns minutos depois o visitante retornou com uma fita métrica na mão. Pediu ao homem que abrisse os braços e o mediu de braços abertos e da cabeça aos pés. Voltando a perguntar: “quem é você?” Ao que o homem respondeu: “eu sou Jesus”.
Então o visitante naturalmente afastou-se do local, deixando o sujeito um pouco mais preocupado. Passado alguns minutos o visitante retornou com um punhado de pregos grandes e afiados, um grande martelo e uma porção de tábuas fortes, começando em seguida a pregá-las em forma de cruz e voltou a questionar: “você é Jesus?” Ao que o homem sem titubear respondeu: “sou sim, meu filho”. Daí, o visitante enfatizou: “então você já deve saber o que estou preparando para você, não é mesmo? Ao que o sujeito subitamente recuperou a memória se lembrando de quem era na realidade e dizendo: “eu não sou Jesus.”, eu não sou Jesus.” e se mandou.
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