sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Tecnologia

Etiqueta de código de barra terá
espaço re
duzido a partir de 2010

Bem menor que os atuais códigos de barras, o código RSS (Reduced Space Symbology) pode carregar muito mais informações

A GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação), organização mundial sem fins lucrativos cujo objetivo é estabelecer padrões de automação, anunciou ao mundo que 1º de janeiro de 2010 é a data oficial para a adoção do código RSS no comércio varejista mundial. Isso significa que qualquer item comercial poderá ser identificado com o código RSS e que todos os sistemas de check-outs varejistas mundiais deverão estar preparados até esta data para lerem este código.

Atualmente, os códigos Padrão GS1, que inclui o GTIN-13 (13 dígitos), são os mais utilizados para a codificação de produtos com leitura no check-out do varejo. A identificação inequívoca do produto é garantida pela atribuição de uma estrutura numérica denominada GTIN (sigla em inglês para Número Global do Item Comercial).
É a partir dele que é gerado o código de barras, permitindo que a empresa identifique um produto individualmente no mundo inteiro, sabendo exatamente qual o tipo, suas variações de cor, peso, tamanho etc. O código RSS permitirá a mesma identificação, porém com alguns benefícios a mais que os atuais.

Com tamanho bastante reduzido, aproximadamente metade da área de um código de barras convencional, o RSS poderá ser utilizado em produtos muito pequenos, que hoje não são codificados por falta de espaço. Alguns setores, como é o caso da saúde, já utilizam o RSS na identificação de produtos denominados como Dose Unitária, cujo espaço para a aplicação do código é bem restrito.

O código RSS pode carregar muito mais informações, pois pode trabalhar com AIs (Identificadores de Aplicação). O AI é uma linguagem padronizada que identifica uma informação adicional sobre o produto. Por exemplo, o AI (10) indica o lote, o AI (15) indica a data de validade. Esses AIs combinados com o GTIN do produto no código RSS possibilitam às empresas acesso a informações de rastreablidade, garantindo um gerenciamento muito mais eficiente e de melhor qualidade.

“Olhando para essas vantagens, podemos, de imediato, imaginar outras aplicações e todos os benefícios que poderão ser alcançados com a adoção do RSS no mercado varejista. Ele trará novas possibilidades de automação como FLV (frutas, legumes e verduras), segurança alimentar, rastreabilidade e codificação de produtos muito pequenos. Os produtos de FLV (frutas, legumes e verduras) atualmente tem um gerenciamento complicado justamente pela falta de identificação e de espaço para um código de barras maior”, destaca Sergio Ribinik, CEO da GS1 Brasil.

O CEO explica, ainda, que o RSS não substituirá os atuais códigos padrão GS1, eles serão complementares. “Cada código terá uma aplicação específica e a decisão de quando usar um ou o outro ficará a cargo dos usuários”.

A GS1 Brasil, responsável pela disseminação deste padrão em âmbito nacional, estará por meio de programas educacionais (cursos, palestras, workshops etc.), materiais técnicos (guias e FAQs) e grupos de trabalho (diversos setores) orientando as empresas a se prepararem para esta nova realidade do mercado.

No Centro de Serviços da GS1 Brasil estão disponíveis alguns materiais sobre o RSS que podem ser consultados. Um exemplo é o guia focado na aplicação do RSS no setor da saúde, que orienta como os usuários podem tirar o máximo proveito dessa tecnologia. Estão disponíveis também FAQs (perguntas e respostas) sobre o RSS, que ajudarão a esclarecer dúvidas sobre adoção mundial, Guias de Implementação para diversas áreas de aplicação com informações técnicas, e passo-a-passo para adoção, dentre outros.
(Fonte:- Jornal dos Amigos - por ABTG)

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