Conquistar o mundo sozinha! Cuidados e prazeres da mulher que viaja só
Atualmente, é cada vez maior o número de mulheres que optam por viajar sozinhas. Essa prática proporciona uma auto-realização tão grande, por conta da liberdade e autonomia, que essas viagens são encaradas como uma enorme conquista.Os maiores contratempos encontrados por essas aventureiras são o custo maior - por exemplo, um quarto single é mais caro que os divididos com outras pessoas - e a exigência de um cuidado maior com a segurança.
"A vantagem é que você faz a sua rota, sem dar satisfação de nada para ninguém. Mas, o difícil é que, às vezes, você está em um lugar lindo e não tem com quem dividir aquele momento", destaca a diretora de Marketing e Vendas da Designer Tours, Deusa Maria Rodrigues.
Ao contrário do que se acredita, nem sempre essa mulher está fugindo de algum problema, explica a diretora, mas tantas vezes ela marca as férias em um período que não consegue achar companhia, e acaba indo sozinha mesmo.
Conheça histórias e dicas para fazer da sua primeira aventura um degrau para outros voos que fará sozinha.
Entre compras, beleza e cultura, escolha teu destino!
Os melhores destinos para as mulheres que viajam sozinhas varia conforme a motivação de cada uma, aponta o presidente da Protur (Sociedade Brasileira de Apoio ao Turismo, Hotelaria e Gastronomia), Roberto Miranda. Mas ele destaca algumas opções que podem se encaixar com o que elas procuram.
Primeiro, os canais de moda. Durante a temporada dos eventos e desfiles, Milão, Nova York e Paris são perfeitos para quem busca vitrines muito bem arrumadas e novidades do mundo fashion. "É o paraíso das compras", afirma.
Depois, os destinos de relaxamento e beleza. Hoje exitem diversas opções de locais que oferecem os chamados "wellness centers", que visam a qualidade de vida, com tratamentos de beleza facial e corporal, espaço zen e tratamento psicológico. Ele aconselha que a pesquisa na internet seja feita com as palavra "destino" aliada a "SPA" ou "wellness".
Por último, os passeios históricos e culturais, que incluem roteiros de guerra e religiosos, catacumbas, museus e monumentos. Entre os diversos destinos estão o Egito, Grécia, Itália, Espanha e Portugal, lugares muito bem estruturados e que "têm muita história para contar".
Cuidado redobrado em alguns destinos
Não existem destinos em que a mulher não deva ir sozinha de jeito nenhum. Porém, há alguns locais que exigem atenção e cuidados especiais, como os países muçulmanos, do oriente médio e asiáticos, em geral. Isso porque essas culturas são diferentes da nossa e não aceitam determinadas condutas da mulher, entre elas as roupas curtas ou a cabeça descoberta.
Para Deusa Maria, o mais importante é respeitar as diferenças e os estilos. "Por exemplo, nos países em que a mulher anda com a cabeça coberta, vale levar um lenço na bolsa e utilizá-lo quando for necessário".
Ela conta que quando esteve na Malásia foi em um templo onde a mulher não podia entrar sem "sarongue" (espécie de saia) e ela estava de bermuda. Mas deu sorte, pois, como atualmente os países estão mais "moderninhos", eles ofereceram um lenço para ela enrolar na cintura quando foi comprar o ingresso.
Cada local possui suas especificidades e, para que os cuidados sejam tomados, o primeiro passo é se informar sobre as diferenças existentes. "O ideal é ler sobre o país onde está indo para não cair de paraquedas. Conhecer antes um pouco da cultura é fundamental", ressalta Deusa.
Mas, caso você tenha esquecido essa lição, Roberto indica o serviço do "concierge", a pessoa do hotel responsável, entre outras coisas, por sugerir as melhores opções turísticas e gastronômicas da cidade. Ou seja, alguém que saberá informar os cuidados em relação às diferenças de costumes - desde palavras, gestos, até comportamento.
De olho na segurança
"A internet jogou em uma vala-comum hotéis e passeios tanto bons quanto ruins e, às vezes, fotos não mostram como eles realmente são, decepcionando o turista. Então, vale procurar serviços e passeios através de guias consolidados e mais confiáveis", explica Roberto.
Com relação aos passeios, é importante já ter serviços contratados. Mas no caso de adquirir um passeio no local, vale prestar atenção se a agência de turismo possui uma sede, evitando as opções alternativas oferecidas por pessoas desconhecidas.
Além disso, é importante escolher horários que possuam um maior número de pessoas e que permitam uma margem de segurança para o retorno, evitando aqueles feitos muito tarde ou à noite.
Roberto ainda destaca os roteiros que possuem apoio dos governos locais e com guias próprios do Estado, o que proporciona uma garantia a mais de segurança.
Driblando imprevistos
Se vocês está na rua, em um local desconhecido e ainda sozinha, está sujeita a qualquer coisa. "Nunca se prevê nada e o que você achou que seria maravilhoso, pode dar errado", alerta a presidente da Abgtur (Associação Brasileira de Guias de Turismo), Ivete Inez Fagundes.
Entre 1980 e 1990, ela viajou durante 30 dias de cada ano por destinos do Brasil e conta que, quando foi para Fernando de Noronha, perdeu a mala pelo caminho. Como, na época, não tinha nenhum comércio por lá e ela saiu de uma Curitiba marcando 3 graus celsius, chegou no destino apenas com roupa de frio e teve que usar roupas emprestadas, já que só recuperou a mala quatro dias depois.
Outro caso curioso aconteceu quando chegou em São Luis (MA) às 2 horas da manhã, sem reserva em hotel. Como havia um congresso grande na capital, ela demorou muito tempo até conseguir uma vaga, mas o pior, é que quando chegou lá, descobriu que, na verdade, era um motel. "O difícil foi sair de manhã sozinha", lembra rindo.
Em situações como essas, a presidente ressalta que "o importante é ter calma e paciência para resolver os teus problemas sozinha, já que você terá que resolver de uma maneira ou de outra".
Para longe da solidão
Outra questão levantada refere-se à possível solidão ou depressão que essas mulheres podem sentir ao viajarem sem companhia alguma.
Neste caso, Inez aconselha que ela tente fazer amizade com outras pessoas, seja no avião ou em algum passeio, embora o cuidado tenha que ser enorme nestes casos.
Uma forma de contornar a falta de segurança, diz Roberto, é buscar passeios nos quais existam turistas na mesma situação em que ela está, para poder conversar. "É um tipo de pensamento muito comum, por exemplo, entre pessoas da terceira idade", explica.
Muito expansiva, como ela mesma se qualifica, e fácil para fazer amizades, Deusa conclui que existem muitas pessoas interessantes no mundo e o importante é a mulher se preservar e ficar sempre atenta para não correr riscos.
(Fonte:- Infomoney)
(Fonte:- Infomoney)
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