terça-feira, 17 de maio de 2011

Saiba como não ser enganado ao pedir empréstimos consignados
Ana Carolina Bendlin Fale com o repórter
A deflagração da Operação Consignado, ocorrida nesta quarta-feira (11), que resultou na prisão de Nevitton Pretti Caetano e outras cinco pessoas e no fechamento da empresa VC Consultoria, acabou gerando muitas dúvidas a respeito das empresas e bancos que oferecem empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Ao apresentar o serviço a esse público, a VC Consultoria aplicava diversos golpes em seus clientes, como pedidos de empréstimo em nome de pessoas que não tinham solicitado ou mesmo mais de uma solicitação para uma só pessoa com assinatura de vários contratos em branco, o que caracterizou estelionato.
Para que mais pessoas não sejam lesadas desta forma por outras empresas semelhantes, especialistas apresentam algumas orientações para que elas saibam quais cuidados tomar na contratação de um empréstimo consignado. Para o economista e membro do Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR), Carlos Magno Bittencourt, o primeiro passo para não cair em um golpe como este é avaliar se há realmente a necessidade de pedir um empréstimo. “Muitas vezes, nem é o próprio aposentado quem precisa do dinheiro, é um filho, um sobrinho, que fica pressionando para que ele peça o empréstimo, falando que paga depois e acaba aplicando um golpe na família mesmo. Então, antes de tudo, é preciso avaliar se ele realmente precisa do dinheiro e não existe outra opção”, explica.
Outra questão que pode fazer com que o aposentado se envolva em um pedido de empréstimo desnecessário é o constante assédio das empresas que prestam esse serviço. “Essas empresas colocam funcionários para abordar o aposentado em frente ao INSS e oferecer diversas vantagens além do empréstimo. A própria VC fazia muito isso e há tempos eu venho percebendo isso e alertando a população em palestras sobre finanças pessoais. É preciso desconfiar de empresas que oferecem muitos benefícios e investem em muita publicidade”, completa.
Caso o aposentado realmente tenha necessidade de pedir o empréstimo, a orientação de Bittencourt é para que ele fuja das empresas que fazem intermediação e recorra diretamente aos bancos. “É claro que nem todas as empresas intermediadoras são desonestas, mas os bancos são instituições mais idôneas”, explica. O advogado da Associação dos Aposentados do Paraná (Apospar), Leonardo Ziccarelli Rodrigues, tem a mesma opinião. “É preciso procurar empresas autorizadas, com estrutura pública e notória, como bancos conhecidos, conferir a lista das instituições credenciadas no site do Banco Central, fazer uma pesquisa de preço e ainda consultar na internet o nome da empresa escolhida para verificar se há denúncias contra ela”.
Bittencourt ainda completa dizendo que é preciso ficar com uma cópia do contrato, conferir as duas vias dele e os valores da prestação e das taxas de juros, além de fazer um controle mensal, verificando se não está recebendo ou pagando um preço diferente do que está no contrato.

Como denunciar

Mesmo com todas essas medidas de precaução, os golpes continuam acontecendo e, por isso, é preciso saber o que fazer caso se sinta lesado. De acordo com Rodrigues, quando reclamações como essas chegam à Apospar, a orientação dada pela instituição é de que procurem órgãos especializados na defesa do consumidor. A coordenadora estadual do Procon-PR, Claudia Silvano explica que, nesses casos, a reclamação deve ser feita em nome da empresa intermediadora e também do banco responsável pelo empréstimo. “Como é o banco que concede o dinheiro do empréstimo, ele é responsável. Se a empresa parceira dele aplica golpes, mostra que ele pode ter sido negligente de alguma forma”. No caso dos golpes aplicados pela VC Consultoria, ela afirma que o BMG, banco responsável pelos empréstimos concedidos aos clientes da empresa, já se prontificou a resolver as questões com eles.
Outra opção seria recorrer direto à Delegacia do Consumidor (Delcon), em Curitiba, ou a qualquer delegacia em cidades em que não haja um órgão especializado. No entanto, existem alguns critérios que devem ser observados antes de realizar a denúncia. Segundo delegado Jairo Estorilio, caso o problema seja administrativo ou financeiro, como erros acidentais no contrato ou discussões de taxas, o Procon deve ser procurado. “Agora, se houver questões de má fé, que caracterizem estelionato, como retenção de documentos, empréstimo sem autorização, falsificação de assinaturas ou exigência de mais assinaturas do que o necessário, é possível fazer uma denúncia para abertura de inquérito policial”.
De qualquer forma, o ideal é que a reclamação seja no Procon, conforme explica Claudia. “A polícia vai tomar providências em relação à responsabilidade penal do caso, mas a responsabilidade civil é com o Procon, é este o órgão que pode tentar reaver o dinheiro da vítima”. As denúncias mais frequentes em relação a empresas financeiras recebidas pelo Procon, de acordo com consulta no site do órgão, são cobranças indevidas, empréstimos não solicitados, dificuldades com rescisão de contratos ou alteração unilaterais do contrato, cobranças de serviço não solicitado e registros indevidos em órgãos como Serasa e SPC.
De acordo com Estorilio, os aposentados seriam realmente as principais vítimas desses golpes. “Como são pessoas mais frágeis, desatualizadas ou mesmo com problemas de saúde, são mais fáceis de enganar. Ainda por cima, tem a questão de que eles não recebem holerite discriminado e não conseguem detectar se tem dinheiro a mais ou a menos, a não ser que peçam um extrato ao INSS”, explica.

Opinião

A VOGEL FINANCE  ADM. E PROMOTORA DE VENDAS LTDA, como Correspondente Bancário autorizado, orienta ao público interessado em efetuar um Empréstimo  Consignado, seja aposentado do INSS, seja funcionário público, que existem empresas sérias no segmento e de notória especialidade. Os Bancos ao autorizarem uma empresa Correspondente, assumem os riscos de comum acordo. Com isso o cliente que é atendido por um Correspondente Bancário pode sentir-se como sendo pela Instituição Financeira que o autoriza a atendê-lo.
O importante é que o cliente procurando uma agência bancária ou Correspondente Bancário, exija o contrato preenchido e que ele possa levar sua via como comprovante da operação efetuada.
Não assinem contrato em branco, exijam que o empréstimo seja depositado em sua conta corrente, mesmo que o benefíio seja sacado via cartão magnético.

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