sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ministério da Previdência estuda mudança no crédito consignado para idoso
SÃO PAULO – O CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social) decidiu reabrir seu grupo de estudos sobre crédito consignado, que estava inativo desde 2008. O objetivo é realizar ajustes nessa modalidade de empréstimo.
Havia expectativa que a primeira proposta de mudança do conselho, que é uma instância do ministério que reúne representantes do governo federal, dos idosos e das empresas privadas, seria apresentada na reunião de setembro, que ocorreu na última quarta-feira (28).
No entanto, como o projeto de regulamentação não havia sido finalizado a tempo, o debate foi adiado para o próximo encontro, que ocorrerá na última quarta-feira de outubro.

Depósito do financiamento

A modificação que está sendo estudada está relacionada à maneira como o financiamento solicitado pelos aposentados é depositado. Atualmente, para os que não possuem conta corrente em banco, é emitida uma ordem de pagamento. A sugestão é de que agora o dinheiro passe para a chamada conta benefício, da qual o aposentado normalmente saca seu salário usando um cartão magnético.
Outra alteração que está sendo analisada é sobre o assédio excessivo dos bancos sobre os beneficiários do INSS (Instituo Nacional do Seguro Social). O objetivo é fazer com que as instituições financeiras parem de procurar os aposentados para lhes oferecer financiamentos. A assessoria de imprensa do ministério da Previdência afirmou, no entanto, que o CNPS não tem o poder de fazer tal proibição, por isso busca um acordo com a Febraban (Federação Brasileiras de Bancos), para que esta sim possa interferir.
O problema que os técnicos envolvidos na avaliação apontam é que os vendedores de crédito consignado obtêm, por meios não claros, listas dos cidadãos que requerem aposentadoria e passam a telefonar para essas pessoas, várias vezes, na tentativa de convencê-los a contratar um empréstimo. São os chamados pastinhas, que o conselho quer reduzir sua atuação para ajudar no bem-estar do aposentado.
Fonte:- Infomoney - Por: Viviam Klanfer Nunes

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