Empréstimos continuam a ter potencial de expansão no País
Nem mesmo o ritmo mais intenso de desaquecimento da economia impedirá o crédito no Brasil de continuar a operar em patamares elevados. A avaliação é do vice-presidente-executivo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Wilson Roberto Levorato. Para ele, as revisões para baixo do mercado financeiro nas estimativas de alta do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, para este ano e para o ano que vem, não impedirão a continuidade de taxas de crescimento do crédito na ordem de dois dígitos ao ano.
Levantamento de setembro da Pesquisa Febraban de Projeções Macroeconômicas e de Expectativas de Mercado apontou projeção de alta de 16% das operações de crédito da carteira total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) este ano. Para 2012, as estimativas são de uma alta de 15,1%. Em 2010, o crescimento das operações foi de 20,5%.
Para o vice-presidente da Febraban, o crédito cresceu de forma significativa. Mas ele observou que o crédito no Brasil ainda representa 47% do PIB, um patamar muito abaixo do registrado em outros países. "O Brasil ainda não chegou a 50% de crédito no PIB. Então temos um potencial de crescimento", avaliou.
Uma das fontes que impulsionarão a continuidade de avanço de dois dígitos no crédito serão as operações para pessoa física. "Em financiamento imobiliário, estamos hoje com 4% do PIB. Isso é simbólico se comparado a outros países do mundo", avaliou. O executivo foi taxativo ao rechaçar qualquer possibilidade de que o País poderia estar atualmente vivendo uma "bolha" no setor de crédito. "Esta dúvida, que existia, não existe mais. Fornecemos ao mercado internacional todas as análises que temos, de todas as classes de renda, que provam que temos possibilidade de endividamento no longo prazo", afirmou. Levorato participou de simpósio sobre o ensino da Contabilidade baseado em IFRS (International Financial Reporting Standards, ou Normas Internacionais de Contabilidade.
Fonte:- DCI

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