sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Golpe do empréstimo faturou R$ 2 milhões
Em seis meses de investigação, agentes identificaram 163 vítimas da quadrilha, que cobrava taxas, mas não depositava o dinheiro pedido. Foram presos 17 suspeitos
Rio - Um megaesquema de golpes através de falsos empréstimos foi desarticulado nesta quinta-feira na Operação Hidra, da Delegacia de Defraudações. Ao todo, 17 pessoas foram presas, das 20 com mandado de prisão expedido pela Justiça por suspeita de integrarem o bando. Apontado como o chefe dos estelionatários, João Carlos Moura Filho acabou pego em Nova Iguaçu, Baixada, onde morava: uma casa de três andares com cerca elétrica e circuito de câmeras de segurança interno.
A quadrilha publicava anúncios de empréstimos rápidos de qualquer valor sem consultas ao SPC e Serasa. As vítimas eram orientadas pelos golpistas a depositarem taxas condicionadas à liberação do empréstimo. Elas perdiam o dinheiro depositado e não recebiam o empréstimo pedido.
As investigações duraram seis meses. No período, os agentes identificaram 163 vítimas e uma movimentação de quase R$ 80 mil. Os valores das falsas taxas cobradas variavam de R$ 155 a R$ 490. Mas o número de pessoas lesadas pode ser maior. Segundo investigações, o grupo agia há cerca de cinco anos e teria movimentado cerca de R$ 2 milhões no período.
O dinheiro era depositado pelas vítimas em contas bancárias de pessoas que ganhavam um percentual. Uma das vítimas chegou a depositar R$ 4 mil, já que de uma só pessoa eram cobradas várias quantias pelo mesmo empréstimo.
“Eles alegavam que o dinheiro era referente a taxas como IOF, despesas cartorárias e outras denominações. Sempre que a vítima ligava cobrando o suposto empréstimo, alegavam que havia alguma pendência e cobravam mais um valor”, explicou o titular da Delegacia Defraudações, Gabriel Ferrando.
Os suspeitos Bianca Rodrigues, Julio Cesar de Lima Castro e Giseli da Costa Pereira estão foragidos. Quatro pessoas não tiveram a prisão pedida, mas os 24 investigados foram indiciados por formação de quadrilha e estelionato.

Esquema tinha fornecedores de cheques

João Moura, que tem sete passagens pela polícia por roubo e estelionato, é apontado como o chefe da Alfa Rio Créditos, a maior das quatro empresas falsas descobertas. Além dela, aplicavam o mesmo golpe Max Cred, Propercred e Cred Sul. Todas atendiam às vítimas pelo celular, por onde eram feitas as transações. Os responsáveis por esse contato eram chamados ‘corretores’, que deveriam cumprir metas determinadas pelos chefes.
O esquema contava ainda com fornecedores de cheques que vendiam ao bando folhas e talões utilizados para enganar vítimas de que o empréstimo seria depositado. Os cheques não eram compensados por serem adquiridos de forma ilícita. Mas o cheque era depositado com valor acima do negociado para que a vítima devolvesse a diferença antes da suposta compensação.
Apesar do circuito de TV, João não percebeu a chegada dos policiais porque dormia. Devido à cerca elétrica, os agentes tentaram arrombar os portões, mas só conseguiram entrar com uma escada. Foram apreendidos cartões e outros objetos.
Fonte:- O Dia online - por  Marcello Victor e Maria Inez Magalhães

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