Aposentados são vítimas de golpe com empréstimo consignado
Falsários conseguem fazer empréstimos em nome de beneficiários.
Entre janeiro e novembro, houve 3.164 casos de empréstimos fraudados.
Aposentados são vítimas no Brasil do golpe do empréstimo consignado em um ritmo de um a cada duas horas. No centro de São Paulo, informações sigilosas de milhões de aposentados brasileiros são vendidas livremente. Um dos golpistas levou a equipe de reportagem até um escritório para oferecer o produto.
O vendedor faz questão de mostrar que os dados estão disponíveis para cópia em DVD. O preço: R$ 125. Com o cadastro, os falsários conseguem fazer empréstimos em nome de beneficiários. Uma aposentada, que prefere não se identificar, foi uma das vítimas. Um financiamento de mais de R$ 12 mil foi feito no nome dela.
O crédito é do tipo consignado, daqueles em que o INSS desconta as parcelas do empréstimo direto no contracheque da Previdência. Um levantamento feito pela Previdência mostra que, entre janeiro e novembro deste ano, houve 3.164 casos de empréstimos fraudados em todo o país, 14% a mais que em todo o ano passado.
No Rio Grande do Sul, um golpista também vende informações da Previdência Social, e cobra caro. O banco de dados de segurados gaúchos custa R$ 8 mil. O homem conta que os bandidos controlam até o dia a dia das vítimas para evitar encontros nas agências bancárias onde os empréstimos são sacados.
Os dados de aposentados comprados pela reportagem foram entregues à Polícia Federal. “A partir do uso destes dados, nós temos uma série de crimes. Vem uma falsificação de cartão de benefício, em que é utilizada indevidamente a imagem da previdência social, vem um estelionatário contra particulares, porque eles utilizam em lojas essa comprovação”, afirma Ilenara Caras, delegada da PF.
O presidente do INSS diz que os descontos nos contracheques dos aposentados são cancelados quando alguma fraude é descoberta, e garante que a quadrilha será investigada. “Vamos pedir o acesso ao material para fazer as verificações e apurações necessárias e poder identificar de onde essas informações podem ter sido extraídas e quem extraiu as informações do sistema”, diz Mauro Luciano Hauschild.
Fonte:- Globo.com - por Giovani Grizotti
Fonte:- Globo.com - por Giovani Grizotti

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