Sete são presos em operação da PF em MG
Grupo é suspeito de participar de esquema que envolve crimes financeiros em vários estados; militares estão entre os detidos
Sete pessoas foram presas na manhã desta terça-feira na sede de uma empresa de crédito consignado, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Militares da reserva estão entre os detidos, suspeitos de chefiar um esquema que envolve vários crimes financeiros em 23 estados do país.
Segundo as investigações, eles teriam montado uma empresa para captar recursos de terceiros e remunerar com valores acima dos praticados pelo mercado. Dois funcionários da Caixa Econômica Federal, que seriam suspeitos de dar suporte para as operações de crédito consignado oferecidas, também foram detidos.
A quadrilha também emprestava dinheiro a juros e operava no ramo de seguros automotivos sem autorização dos órgãos competentes.
Operação
A Operação Ginzé, deflagrada pela Polícia Federal, visa combater crimes financeiros contra a administração pública, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, cometidos por organização criminosa composta por administradores, empregados e colaboradores da empresa Filadélphia Empréstimos Consignados Ltda. e demais empresas coligadas. A empresa tem sede na capital mineira.
Segundo a PF, a maioria dos clientes da empresa Filadélphia é de militares da Aeronáutica. Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados de prisão temporária, sendo três em Belo Horizonte e cinco no município de Lagoa Santa; 18 mandados de busca e apreensão; 20 mandados de arresto de bens imóveis e 40 mandados de arresto de veículos, bloqueio de contas bancárias, dentre outros bens.
Os investigados podem responder por estelionato, formação de quadrilha, falsidade documental, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, e outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. As penas, somadas, podem chegar até 90 anos de prisão, segundo informou a PF.
Fonte:- Rádio Bandeirantes

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