Queixas contra bancos sobem 43%
Conta e débitos não autorizados aparecem no topo da lista dos problemas mais recorrentes com 271 registros.
De acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), quatro motivos justificam o aumento das queixas: elevação da base de clientes das instituições financeiras; maior grau de exigência dos consumidores; as fusões dos bancos; e o crescimento do consumo de produtos, como financiamentos e cartões, em 20% ao ano.
SOLUÇÃO - Segundo o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), o primeiro passo para tentar solucionar problemas bancários é procurar a instituição onde é correntista e tentar resolver a situação amigavelmente por meio do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor).
Mas o Idec aconselha registrar a queixa por escrito. E o cliente deve ter guardar com ele o comprovante da reclamação efetuada, que pode ser o protocolo do banco pelo recebimento do documento ou o aviso de recebimento do correio.
Caso o problema não seja solucionado ou a instituição demorar mais do que cinco dias para atender a solicitação, o consumidor deve procurar a ouvidoria, que deve ser oferecida por todos os bancos através de uma linha 0800. A instituição, então, terá o prazo de 15 dias para dar resposta conclusiva em relação à demanda do cliente.
Se o SAC e a ouvidoria não retornarem a solicitação, o correntista deve procurar o Procon mais próximo de sua residência. Além disso, a recomendação do Idec é registrar a queixa junto ao Banco Central. A autarquia não tem como objetivo principal a solução do problema individual apresentado pelo consumidor, mas sim de demandas em grupo.
É possível fazer a queixa pelo próprio site da instituição no endereço www.bcb.gov.br no espaço ‘Reclamações e denúncias contra bancos'. Nesse local, o consumidor pode ter acesso a outras queixas e, ao registrar a sua, proporcionará que outros cidadãos se informem sobre os problemas recorrentes no banco e, quem sabe, tentar evitá-los. Caso não tenha solução por meio de nenhum dos órgãos procurados, aí então, o cliente terá de recorrer à Justiça.
Fonte:- Diário do Grande ABC - por Erica Martin

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