domingo, 20 de maio de 2012

Consumidor que financiou com taxa cara tem dificuldade em renegociar dívida    
Recentemente, bancos públicos e privados brasileiros reduziram as taxas de juros de diversas linhas de crédito como forma de incentivar o consumo no País.

Porém, há reclamações de consumidores por não conseguirem renegociar os empréstimos em condições melhores e os funcionários passam informações contraditórias sobre as taxas divulgadas pela instituição - no quadro abaixo, compare o porcentual cobrado por banco.
No site de defesa do consumidor "Reclame Aqui", que reúne queixas, o cliente do Banco do Brasil Leandro Souza da Conceição, de Várzea Paulista (SP), queixou-se de não conseguir renegociar um empréstimo consignado. A reclamação foi postada no dia 1º de maio.
— O Banco do Brasil faz e continua fazendo uma propaganda enganosa dizendo que os juros estão baixos; porém, quando você vai até a agência, não ocorre o que eles dizem. Eu, que sou funcionário público municipal, resolvi fazer um crédito consignado e quitar o anteriormente contratado. Porém, fiquei surpreso ao ver que os juros são mais altos que os do banco privado. 
Um outro cliente, que identificou apenas a cidade de origem (Jales, interior de São Paulo), tentou renegociar os juros dos empréstimos contratados no Banco do Brasil, mas não foi atendido.
— Visitei a minha agência por três vezes nas duas últimas semanas e em todas as vezes fui orientado que não era possível fazer tal renegociação. Tentei falar com a gerente, que me orientou a falar somente com os atendentes, e não com ela. Fiz uma reclamação por meio do telefone 0800 729 0722 e até agora não fui atendido.

Outro lado

Procurado, o Banco do Brasil informou que, em momento algum foi anunciado que a instituição havia diminuído todas as taxas para todos os clientes, ou que o juro mínimo estava disponível para qualquer correntista.
Ainda segundo a instituição, é natural que haja um período de adaptação dos atendentes e do sistema quanto às mudanças e, com o tempo, tanto os clientes quanto os funcionários estão compreendendo melhor os pacotes oferecidos.
Segundo a coordenadora institucional da Pro Teste, Maria Inês Dolci, o órgão constatou, em visita aos bancos, que o consumidor criou uma expectativa muito grande diante da publicidade, mas não está se criando condições para que os interessados fiquem informados.
— Tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, os gerentes não conseguem dar conta de toda a informação de que o consumidor necessita.
Em abril e também neste mês, foram feitos cortes nas taxas do rotativo do cartão de crédito (parcelamento da fatura), do cheque especial, do empréstimo nos bancos e do financiamento de veículos.
A taxa média de juros para o brasileiro passou de 6,33% em março para 6,25% em abril e atingiu o menor patamar da série histórica, iniciada em 1995, segundo pesquisa divulgada pela Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
— Apesar da grande divulgação, essas taxas são válidas para poucos clientes e é preciso estar atento aos juros máximos. O consumidor deve ser proativo: tem de provocar o banco e questionar o gerente sobre as reduções da taxa.
Fonte:- R7

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