sexta-feira, 11 de maio de 2012

IPCA veio acima da expectativa do BC, diz TombiniA taxa de inflação medida pelo IPCA de 0,64% em abril, divulgada na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), veio acima das expectativas do Banco Central, disse nesta quinta-feira o presidente da instituição, Alexandre Tombini. No entanto, o acumulado em 12 meses ainda não preocupa.
"A inflação oficial do Brasil  em março veio abaixo das nossas expectativas. Em abril, a inflação divulgada ontem (quarta-feira) veio acima da expectativa do Banco Central", afirmou Tombini, durante o XIV Seminário Anual de Metas Para a Inflação, no Rio.
Segundo o presidente do BC, "nos próximos três meses a inflação mensal no Brasil será inferior à inflação mensal registrado em abril. Estamos num processo de convergência da inflação. Esse é um processo que continua, esse processo de convergência, nós vamos acompanhar isso nos próximos meses", declarou Tombini.
Ele também afirmou que a forte valorização da moeda norte-americana frente ao real na última semana foi provocada por um fortalecimento do dólar no cenário internacional. No entanto, ele disse que o BC está acompanhando os possíveis impactos sobre a inflação no País.
"O dólar na última semana teve valorização internacional. A moeda norte-americana se fortaleceu contra todas as moedas, a exceção talvez tenha sido o iene japonês. O real, nessa última semana, desvalorizou-se menos do que o peso mexicano, do que o dólar neozelandês, do que o dólar australiano, do que o rand sul-africano", comparou Tombini. "Ou seja, nesses últimos dias, o que nós vimos foi um movimento internacional de fortalecimento do dólar."
Tombini voltou a frisar que o regime no País é do câmbio flutuante, até para amortecer possíveis prejuízos à economia doméstica causados por choques externos. "O nosso câmbio é flutuante. A primeira linha de defesa quando o cenário internacional muda é o câmbio. O câmbio flutua até para proteger a economia. Vamos ver onde a situação internacional se estabiliza. Certamente no Banco Central nós continuaremos avaliando os impactos de todos os fatores econômicos sobre a inflação, inclusive do câmbio", afirmou.
Quanto aos bancos, o presidente do Banco Central negou que esteja em estudo na instituição um projeto  para reduzir os compulsórios. "O governo certamente tem, certamente, todos os instrumentos, e se algum dia precisar ajustar alguns de seus instrumentos, certamente os senhores saberão. No momento, não há nada nesse sentido", afirmou Tombini.
Fonte:- Agência Estado

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