sábado, 30 de junho de 2012

Empréstimo consignado ajuda a quitar dívidas

De acordo com dados do Banco Central, as dívidas no cheque especial e no cartão de crédito recuaram

Os consumidores endividados sinalizam que estão buscando soluções para quitar as dívidas com cheque especial e cartão de crédito. Segundo os economistas, a melhor saída para se livrar desses débitos é pegar um crédito consignado no banco. “Cheque especial e rotativo do cartão de crédito são os dois maiores vilões em matéria de taxas”, diz o economista José Dutra Vieira Sobrinho.
De todas as modalidades de empréstimo, o consignado é a que oferece as menores taxas. Como o desconto é feito no holerite, o banco tem a garantia de que vai receber as prestações e pode oferecer taxas melhores. A diferença entre o empréstimo pessoal e o crédito consignado também é expressiva. No Santander, por exemplo, a taxa no empréstimo chega a 6,93% ao mês, já no consignado, cai para 3,50%. Na Caixa, que tem os menores juros entre os principais bancos do país, o empréstimo pessoal tem taxa máxima de 3,61% e o consignado, 1,67%.
Para os servidores públicos e empregados de empresas privadas, os juros do consignado variam conforme o acordo que as empresas têm com os bancos. Para aposentados e pensionistas do INSS, as taxas não podem ultrapassar 2,14% ao mês.
Segundo cálculos de Dutra, quem ficar devendo R$ 1 mil no cheque especial por 12 meses, com juros de 8% ao mês, vai ganhar uma dívida de R$ 2.518,17. Se o cliente tomar um empréstimo consignado com taxa de 1,67% ao mês, vai pagar 12 prestações de R$ 92,65, totalizando R$ 1.111,80. A diferença de gasto entre o consignado e o empréstimo é de R$ 1.406,37.
Segundo dados do Banco Central, em maio, a média diária das concessões do crédito pessoal cresceu 4,8% em relação a abril. Já no cheque especial houve retração de 6,7% no saldo devedor e no rotativo do cartão de crédito, a queda foi de 13%.
Segundo o BC, em maio, a taxa média do consignado no país ficou em 24,7% ao ano. Já a taxa média anual de todas as operações de crédito pessoal ficou em 41,4%. No cheque especial, os juros anuais chegam a 169,5%.
Fonte:- Diario de São Paulo - por Carol Rocha

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