Desmantelada quadrilha de estelionatários
Polícia prende uma das líderes da quadrilha em Realengo, na Zona OesteFernando Quevedo / O Globo
O Tribunal de Justiça decretou a prisão temporária dos estelionatários. Na tarde desta sexta-feira, dez vítimas prestaram depoimento na 12ª DP (Copacabana).
De acordo com o subchefe operacional da Polícia Civil do Rio, Fernando Veloso, nos últimos meses o grupo atuou usando o nome de dez empresas diferentes, todas de fachada. Quando o cliente telefonava para essas supostas empresas pedindo o empréstimo, era feito um depósito bloqueado na conta da vítima. A pessoa era orientada a depositar uma quantia proporcional ao valor solicitado para que o dinheiro fosse liberado. No entanto, a quadrilha depositava envelopes vazios, e só depois a vítima percebia que tinha sido lesada.
Ex-candidata entre os acusados
Segundo as investigações, que começaram em junho passado, pelos menos 5 mil pessoas foram prejudicadas desde então, movimentando cerca de R$ 1 milhão, em empréstimos que variaram de menos de R$ 500 a R$ 200 mil. De apenas uma das vítimas foram extorquidos R$ 8 mil.
— A quadrilha não tinha endereço físico, mudava constantemente de telefones , o que dificultava que a polícia a encontrasse. As vítimas, geralmente, eram pessoas endividadas. Os acusados diziam não exigir comprovação alguma (como de renda ou consultas a órgãos de proteção ao crédito) — disse o delegado adjunto da 12ª DP, Alexandre Magalhães.
Um dos chefes da quadrilha foi preso em Marataízes, no Espírito Santo. O outro chefe foi encontrado em Penedo, no sul do estado do Rio. Outra presa, Maria Cristina Parras, emprestava sua conta bancária para que as vítimas fizessem o depósito das supostas taxas. Ela foi encontrada em casa, em Realengo. Nas últimas eleições, ela tinha sido candidata a vereadora pelo PRP. Ela arrecadou cerca de R$ 15 mil em apenas um mês. Os filhos e o ex-marido dela também foram presos. Os presos serão indiciados por formação de quadrilha e estelionato, podendo ser condenados a até 11 anos de prisão.
— Os chefes da quadrilha já tinham sido investigados, há dez anos, pelo mesmo crime. Na época, eles emprestavam suas contas para os depósitos. É um golpe antigo, que se aperfeiçoou com a prática dos depósitos bloqueados — afirmou Fernando Veloso.
Fonte:- Quevedo / O Globo
Fonte:- Quevedo / O Globo
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