Qual o futuro das ações dos bancos médios?
Nove bancos médios abriram o capital em 2007. Qual o balanço após quatro anos? São boas opções de investimento? O modelo de negócios é sustentável?
A companhia que deseja abrir capital, tal como um candidato político, precisa reforçar suas qualidades e esconder seus defeitos. Essa construção de imagem é conhecida como tese de investimento. Qual era o discurso dos bancos médios? Eles alegavam serem mais dinâmicos na concessão de créditos, atingindo nichos não atacados pelos grandes bancos como o segmento de pequenas e médias empresas e crédito consignado. Após a concessão do crédito, as carteiras eram vendidas aos grandes bancos o que lhes propiciavam um ganho.
Após duas crises financeiras, esse modelo não parece sustentável.
Primeiro, as fontes de captação secaram. O mercado europeu está fechado. Em 2008, o Banco Central auxiliou os bancos médios, reduzindo os compulsórios e criando o DPGE (depósito a prazo com garantia especial do Fundo Garantidor de Crédito - FGC). Mas esses instrumentos foram temporários e estão sendo reduzidos ao longo do tempo. Além disso, não há demanda para ofertas subsequentes de ações. Por fim, a fraude ocorrida no banco PanAmericano contribuiu para estigmatizar a venda de carteiras. O número de operações se reduziu e vem se recuperando aos poucos.
Segundo, os grandes bancos privados como Bradesco e Itaú avançaram sobre o mercado de crédito voltado para as pequenas e médias companhias, aumentando a competição.
Terceiro, uma mudança contábil reduzirá a vantagem da venda de carteiras de crédito com coobrigação. A partir de 2012, o ganho derivado da venda não poderá ser contabilizado de imediato. Ele deverá ser diluído ao longo do prazo de investimento.
Quarto, o modelo de negócios dos bancos é pró-cíclico. Como se espera uma redução da atividade econômica nos próximos anos, os médios devem apresentar maior dificuldade em conceder créditos, além de aumentar o risco de incremento da inadimplência.
A crise e o questionamento do modelo de negócios afetou a avaliação dos bancos médios. Em dezembro de 2007, a média do múltiplo P/VPA de oito instituições do segmento (Pine, Sofisa, Paraná, Cruzeiro do Sul, Daycoval, Indusval, ABC e Bic) se encontrava em 1,9 vez, enquanto em setembro/11 caiu para 1,0 vez. Os múltiplos de Bradesco e Itaú também sofreram no período, caindo de 3,8 vezes para 2,0 vezes.
Além da crise, parte da queda dos múltiplos deriva da redução do retorno sobre o patrimônio líquido nos dois segmentos. Itaú e Bradesco passaram de um retorno de 29% para 22% no período de dezembro/07 e setembro/11. Já os bancos médios apresentaram queda de 19% para 12% no mesmo período. Contudo o decréscimo de rentabilidade dos bancos médios foi bem mais acentuado do que o apresentado por Bradesco e Itaú, pois os patrimônios líquidos dos médios em 2007 estavam inflados pelo aumento de capital.
Caso o cenário macroeconômico se recupere, prefiro a aposta em bancos como Bradesco e Itaú, mesmo apresentando múltiplos mais altos, pois apresentam modelo de negócios mais robusto. Além disso, apesar da queda mais acentuada na rentabilidade dos bancos médios vis-à-vis os grandes, o desconto de múltiplo P/VPA entre os dois segmentos encontra-se em patamares similares ao de 2007: 48% vs. 50%.
Se pelo lado operacional, os grandes são mais atrativos, os acionistas dos bancos médios não devem ter muita esperança de ganhos vindos de eventos societários. Em caso de incorporação, os minoritários têm direito de recesso, recebendo o valor patrimonial. Contudo as ações já estão negociando próximas a essa valor. Outra possibilidade seria o fechamento de capital com os controladores pagando um prêmio sobre a cotação de mercado. Mas será que eles têm dinheiro em caixa para isso?
Fonte: Valor Invest

Um comentário:
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